O Plano Diretor do Copec, de 1974, indicou diretrizes equilibradas para o desenvolvimento do , que ainda figuram importantes conceitos espaciais e de estruturas logísticas. Focado no desenvolvimento do Copec, mas com equilibrada visão regional e urbana, o plano inicial mantém coerentes, ainda hoje, os direcionamentos que propõe e, por este motivo, foram adotados nesta atualização do planejamento. No entanto, esta versão fundamenta-se sobre um novo contexto de estratégias políticas e econômicas e, sobre tudo, sobre uma reconfiguração espacial, de dimensão territorial mais ampla e mais complexa do ponto de vista geográfico, abrangendo novas demandas por infraestrutura, por áreas de ocupação e reequilíbrios na composição do ecossistema do Polo Industrial de Camaçari.
Baseado na apreensão de novas áreas para a ocupação industrial, este plano está enfocado prioritariamente no acondicionamento do território, e, assim sendo, teve nas análises topológicas aqui desenvolvidas a base fundamental para a nova modelagem espacial proposta.
A primeira decisão sobre a composição da estrutura espacial do Polo Industrial de Camaçari se deu na configuração definitiva da sua poligonal, embasada principalmente pelo decreto estadual de utilidade pública n° 13.010, que determinou uma área de 298,54 km², já representando um marco legal importante para o gerenciamento fundiário do Polo. Além da consideração primordial desta área decretada pelo estado, foi inserida a faixa adicional à margem sul da Via Atlântica, a sudeste da poligonal, próxima à BA-099, conforme orientação do decreto municipal de Camaçari nº 5381/2013, de 24 de Abril de 2013, que a converte em Zona Industrial em função da instalação da Jac Motors.
Ao norte do bairro de Nova Dias D’Ávila, de acordo com a análise sobre a estrutura urbana do distrito sede deste município, uma área pertencente ao decreto estadual foi mantida no perímetro urbano, entendendo ser esta uma zona de tendência de expansão e, inclusive, preferencial em relação às avaliações comparativas de condições ambientais em possíveis áreas de crescimento dispostas à cidade. Releva-se a atenção ao risco de crescimento em direção noroeste pelo impacto da dispersão das plumas de poluição pelos ventos alísios que sopram na direção predominante sudeste (ver estudos ambientais).
A partir desta definição da poligonal definitiva do Polo Industrial de Camaçari, foi estruturado o Zoneamento, que traça o primeiro nível de divisão no ordenamento espacial. O Zoneamento foi principalmente embasado pela estrutura hidrogeológica da região, mas também levou em conta o funcionamento atual do Polo, além do limite político municipal.
O Zoneamento relaciona a estrutura da ocupação (incluindo de áreas consolidadas ou em consolidação) a parâmetros ambientais e funcionais já preestabelecidos ou pretendidos pelo planejamento, direcionando e ordenando as áreas prioritárias e futuras para ocupação ou áreas de importância ambiental, dirigidas à requalificação e manutenção.
A partir do Zoneamento, foi estabelecido o segundo nível de divisão do solo, a Setorização. Esta divisão é estabelecida por estudos sobre as áreas mais apropriadas para ocupação, embasados pelo condicionamento geográfico, que envolve principalmente infraestrutura e estrutura funcional existente e planejada, estrutura hidrogeológica, topografia e conexões urbanas.
Se o Zoneamento preestabelece a condição funcional do território, a Setorização subestratifica as funções e determina a forma do modelo espacial que aqui se propõe. Esta forma foi desenhada pari passu ao desenvolvimento do sistema viário proposto. Na divisão funcional, a Setorização orienta prioridades e preferências de uso do solo, sem enrijecimento, a não ser na parametrização ambiental, quando a sensibilidade do meio ambiente local ou o potencial de impacto por proximidades passam a ser definidores das tipologias de indústrias que podem vir a se implantar em cada Zona ou Setor. Desta forma, os setores orientam o uso do solo como de tipo de indústrias ou serviços preferenciais e não exclusivos.

